Comentário sobre a tese, As Quatro Armadilhas da Mente, do livro O Código da Inteligência.
Dentro da tese sobre as quatro armadilhas da mente (o conformismo, o coitadismo, o medo de errar e o medo de correr riscos), pontuadas por Augusto Cury, no livro O Código da Inteligência, compreendo que:
Decifrar os códigos da inteligência é discernir, perceber, sacar o que não está funcionando no modo de pensar e agir através de determinada postura e com isso, ter a iniciativa de realizar as transformações ou conseguir as mudanças satisfatórias.
Faço também uma observação com relação à palavra arte, aliás, como essa expressão é utilizada por Cury. Ao tratar das armadilhas da mente, o autor ao iniciar sua exposição sobre as mesmas as classifica como sendo arte. Veja, relacionar a expressão coitadismo com a palavra arte se torna incoerente; o conceito citado pelo autor para explanar a respeito dessa armadilha (coitadismo) é de que isso significa a arte de ter compaixão de si mesmo, é a pessoa que se nomeia incapaz, ou tem dó de si mesma. Entendo que a arte deve ter referência em algo crítico-promissor ou belo. Não vou esmiuçar aqui o uso da expressão, arte, dentro do conceito de artes visuais ou até mesmo arte literária, mas, fazendo uso da expressão arte e seu significado de saber fazer de forma técnica e habilidosa alguma ação edificante, produtiva conforme destacou Comênio.
Outro ponto que vejo a importância para ser analisado , é que o termo (código) que leva o nome do livro é utilizado de modo exagerado, exemplo: o código do amor, o código das lágrimas , o código do ânimo,etc. Compreendo que isso pesa de forma desfavorável a obra.
Contudo, vejo também no livro, O Código da Inteligência, aspectos apresentados de forma a nos auxiliar em nosso desenvolvimento como pessoa e profissional.
Tratando a respeito da terceira armadilha da mente, Cury declara que o medo de errar modifica o nosso humor, cor e nos faz sentir indignados; ele chega a exemplificar que se um paciente corrige um psiquiatra, isso se torna algo inadmissível para o especialista. Ou seja, o posto alcançado, o título conquistado já diz tudo, não existe mais espaço para aprendizado, a pessoa se acha a sumidade, pensa que atingiu o ápice, Cury destaca como sendo um comportamento doentio e de fato o é; compreendo que aprendemos quando erramos, agora a questão é, quanto de minha disposição ou da sua é empregada para ter um tipo de comportamento tão incomum em nossa sociedade hoje em dia? Ter a humildade e a clareza de reconhecer que erramos e que o outro teve mais lucidez que nós em determinada situação e que isso também constitui um tipo de aprendizado.
William Passos
Olá William, realmente você tem razão. O autor utiliza o termo arte de maneira leviana, entretanto, acredito que ele utiliza tal contexto no sentido de manha, habilidade e ou astúcia, mas foi uma boa análise.
ResponderExcluirAgora em relação ao termo códigos, como diz o próprio autor, ele define uma infinidade de códigos, entretanto destaca apenas 8 no livros, mas, faz menção de vários no decorrer da obra.
Mas sua análise está excelente. Me fez refletir.