quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

VERBETE : SERMÃO


VERBETE: SERMÃO

Na frase que virou clichê: ‘vou lhe dar um sermão’, a palavra ganha conotação de repreensão. No cotidiano do âmbito familiar a mãe que nota a negligência do filho no cumprimento das tarefas escolares, corrigirá o filho, ou, lhe dará um sermão.
Em oração semelhante: ’lá vem fulano com seu sermão’, a palavra sermão tem poder persuasivo de quem não quer ou teme ser convencido. Agentes de transação comercial com projeção de sucesso se expressarão utilizando a persuasão. Colegas de trabalho com perfil postergador invejarão a postura dos primeiros.
A palavra sermão está atrelada ao ato de convencer. No domínio de uma admoestação convincente, àquele que a recebe pode interpretá-la em sentido pejorativo e dizer que’ não precisa receber sermão’. O sermão também evidência a idéia da advertência.
Na relação conjugal as partes em conflito estarão em ressentimento, cada uma irá querer ter razão em sua forma de justificar os fatos, e o que ganhar espaço maior no momento do desentendimento desejará aplicar a denominada lição de moral; nesse caso também temos a palavra sermão ou a expressão dar um sermão.
Ao ser referida a expressão sermão, pode ser citado o nome do Padre Antônio Vieira, figura de consenso na crítica intelectual com respeito à genialidade na produção de sermões. No sermão XIV do Rosário consta uma retórica defensiva aos negros, pregado em 1633 à Irmandade dos Pretos de um engenho baiano. Aqui a palavra sermão ganha conotação como argumentação de defesa.
Dentro da experiência de Vieira a expressão sermão ganha um prisma mais textual, é tanto que em sentido histórico, cultural e político esses textos foram considerados monumentos da literatura. A expressão: sermão, ganha forma no próprio texto que é um dos mais famosos: O sermão da sexagésima, que datado em 1655 trata da arte de pregar e falar as multidões. Nos conteúdos produzidos por Antônio Vieira há influência da Bíblia e mitologia além da aplicação de um raro vocabulário. Temos então, uma comunicação complexa, entretanto eficaz.
Segundo intelectuais como Antonio Candido e José Aderaldo Castello no livro Presença da Literatura Brasileira, sobre Vieira, é dito que em seus sermões há a presença de frases com apurada estrutura lógica, carregadas de alegorias e antíteses. A expressão sermão está relacionada com a produção do pensamento, essa por sua vez está concatenada a escrita e oratória; Vieira se utilizou de sofisticados recursos da escrita para veicular em seus sermões seu modo de pensar político, além de reflexões voltadas para a sociedade; seus textos revelam extraordinária humanidade e sentimento patriótico.


SERMOES - Dicionário -http: //pt.bab.la/dicionário/português-       
inglês/sermões - 13-09- 12 às 22hs.


13-09-12 às 22hs.


SERMOES – Educar para Crescer - http://educarparacrescer.abril.com.br/ - 13-09-12 às 22hs.



William Passos

PROFESSOR LEITOR


PROFESSOR LEITOR

Um professor leitor, pesquisador e informado compreenderá a dimensão e relevância da prática da leitura em seu cotidiano. Embora ciente de como as informações são processadas e manipuladas por parte de um sistema dominante, o professor de leitura crítica, estará apto a agir de modo mais adequado, atualizado a época que vive. O conteúdo transmitido por meio de uma formação inicial ou continuada não serão suficientes para a manutenção crítica do saber. Vale também ressaltar que embora a nossa população ainda seja em sua maioria, alheia à leitura, cabe ao professor ser um cultivador e incentivador desse hábito. É por meio da leitura que um conhecimento outrora comum adquire características sistematizadora e científica. Daí a importância e razão do professor não ser negligente nesse propósito. O professor que é um sujeito leitor terá contato com os mais variados gêneros e exercitará a habilidade de notar a especificidade e intencionalidade apresentadas em cada texto. Com vistas nisso a leitura não deve ser apenas um hábito mas uma pratica social na vida de um  educador.


Tema: “A importância da leitura para o profissional da educação”.

William Passos

LITERATURA COMO ARTE


LITERATURA COMO ARTE

A literatura, como manifestação artística, tem por finalidade recriar a realidade a partir da visão de determinado autor (o artista), com base em seus sentimentos, seus pontos de vista e suas técnicas narrativas. O que difere a literatura das outras manifestações é a matéria-prima: a palavra que transforma a linguagem utilizada e seus meios de expressão. Porém, não se pode pensar ingenuamente que literatura é um “texto” publicado em um “livro”, porque sabemos que nem todo texto e nem todo livro publicado são de caráter literário. A literatura é arte quando se utiliza de linguagem especifica com o propósito  de atingir um público alvo. A literatura é arte por extrair e traduzir de seu principal objeto - a palavra -  a forma, sensação ou sentimento de um indivíduo.

William Passos

IDENTIDADE SURDA


IDENTIDADE SURDA

Um professor ou familiar ouvinte terá maior capacidade de comunicação interpessoal com um surdo se aprender a língua de sinais. Quanto ao método da Comunicação Total embora possa evocar maior abertura, ou liberdade na forma de se expressar e comunicar, do surdo para com o ouvinte, não exerce sobre este o comprometimento que se exige do surdo em aprender uma linguagem (como o oralismo) para se comunicar.Já no método bilíngüe vemos a busca da interação sendo encorajada e motivada quanto ao aprendizado da língua de sinais por parte de um ouvinte familiar ou professor a fim de exercer na prática aquilo que é de sua responsabilidade - a inclusão social.
Partindo desse princípio é necessário que primeiramente a criança deva ter contato com a língua de sinais.No texto ABORDAGENS DE ENSINO NA EDUCAÇÃO DA PESSOA COM SURDEZ de Rosimar Bortolini Poke, vemos que dentro da filosofia Bilingue há o ponto de vista de que ‘a criança com surdez deve adquirir a língua de sinais e a modalidade oral da língua o mais precocemente possível, separadamente’. Por meio do pressuposto que se tirarmos a lingua de sinais do aprendizado da criança como ordena de modo incisivo o método do oralismo, ocorre o problema de se anular aquilo que é mais favorável ou natural ao aprendizado do surdo ( que é o gestualizar em vez de oralizar); pesquisas comprovam que crianças expostas em primeira instância ao método Bilíngue que prioriza a linguagem de sinais sem eliminar de vez a modalidade oral adquirem aprendizado mais rápido de uma  comunicação que lhe é peculiar; há uma concordância desse posicionamento no site http://www.avozdosurdo.com.br/OUVINTESORALISMO.htm, quando em nota diz que ‘ de cada 10 surdos oralizados, um consegue a inclusão e de cada 10 surdos que aprendem linguagem de sinais, 10 encontram sua identidade surda’. Uma vez que se observa o posicionamento coerente de uma das vertentes dessa filosofia Bilíngue , teremos uma versatilidade e expansão intelectual da criança para exercer comunicação com o meio – ouvinte da sociedade em que vive; sem perder o foco naquilo que lhe é mais viável por natureza que é a comunicação entre surdos por meio da linguagem de sinais. Ainda que a metodologia bilíngüe, aqui apresentada, seja a mais adequada para a comunicação do surdo  em sua comunidade e a inserção do mesmo na comunidade de ouvintes, não exime contudo, o grau de complexidade existente, e requer  esforço e envolvimento e das partes envolvidas: surdo, família e professor a fim de que se alcance o êxito almejado.

A VOZ DO SURDO- Ouvintes, Oralismo-http://www.avozdosurdo.com.br/OUVINTESORALISMO.htm - 30-08-2012 às 22hs.


William Passos

ESSÊNCIA


ESSÊNCIA
Compreendo que ter essência está relacionado a escolhas, ter autonomia em decidir. Os estímulos e experiências proporcionados pela vida, quando assimilados e vividos por cada indivíduo revelará o que esse traz em seu âmago. Pessoas assim, além de existirem (experimentam o valor e sentido da vida), tem essência. É fato que por ser de natureza complexa o ser humano estará sempre em constante processo no que se refere ao desenvolvimento de sua essência. Sartre trabalha com a idéia de que o homem depende de si mesmo e é plenamente responsável pelas suas escolhas, decisões. Portanto a nossa existência só será notada se a nossa essência revelar o seu valor. “A doutrina que vos apresento”, diz Sartre, “é justamente a oposta ao quietismo visto que ela declara: só há realidade na ação; e vai, aliás, mais longe, visto que acrescenta: o homem não é senão o seu projeto, só existe na medida em que se realiza, nada é  portanto, nada mais que o conjunto de seus atos, nada mais do que a sua vida” (SARTRE, 1946: 13). Não há outra forma de realizar além da ação; apenas planejar sem executar não trará realizações ao homem. O homem quando quer é capaz de ser um agente transformador. A área da educação requer ações transformadoras. A educação em sua essência transformará vidas. Quem quer ser educador terá que ter uma vida disposta a transformações. Sartre também acreditava que, ao assumir um compromisso com nossa própria existência, não o fazemos individualmente, mas sim em um compromisso com toda a humanidade.  Ao abordar a situação prática na área da educação podemos analisar que nem todo professor tem o salário dos sonhos...a realidade é bem aquém disso. Daí o motivo da angústia profissional de muitos. É importante que a própria classe mesmo não sendo valorizada como deveria, não se canse de lutar por reivindicar melhorias e demonstrar assim o valor que tem. Contudo, a função de educar, mesmo não sendo reconhecida monetariamente como deveria, em sua natureza ainda é nobre, e é extremamente necessário que aquele que se posiciona como educador tenha consciência disso. Aqui a afirmação não dispensa uma remuneração digna, ou para alguns até mesmo considerada de altas cifras, contudo, a exposição recusa uma postura tão somente mercantil da educação, situação que não nos foge a realidade. Por meios justificáveis ou não essa essência ficou perdida na vida de muitos educadores. Para transformar a sociedade que vivemos através de nossa formação e profissão será necessário o resgate de princípios e valores que façam a diferença.

PENSAMENTO EXTEMPORÂNEO - EXISTÊNCIA PRECEDE A ESSÊNCIA - http://pensamentoextemporaneo.wordpress.com/2009/10/31/a-existencia-precede-a-essencia-a-condicao-humana-em-sartre/ - 08-09-12  às 22hs.



William Passos

EDUCAR E TRABALHAR


Educar e Trabalhar

Inicialmente a ordem religiosa dos jesuítas fundada pelo Padre Inácio de Loiola, por volta do ano de 1540, estava voltada para a população indígena e tinha características eclesiásticas como, por exemplo, catequizar, pregar e realizar confissões. Atendendo aos interesses de Portugal, classifica-se como a segunda fase dos trabalhos dos jesuítas a proposta de educar os nativos no aspecto social, a fim de os prepararem como mão de obra apta a execução de trabalhos e fortalecerem Portugal diante do mercado econômico europeu. A estrutura organizacional e intelectual apresentada pelos jesuítas lhes propiciaram destaque entre as classes privilegiadas; o método educacional atendeu as exigências da classe burguesa, cujos filhos permaneceram na Colônia em vez de seguirem para a Metrópole; outro fator favorável foi o sucesso em empreendimentos como a criação das primeiras escolas de instrução elementar e colégios no sudeste e nordeste brasileiros. No que diz respeito ao Ratio Studiorum, pode se dizer que esse foi um manual com orientações e diretrizes quanto à metodologia do ensino a serem seguidas pelos padres jesuítas, seja na Colônia ou Metrópole. Vale lembrar que um dos trabalhos de maior expressão foi o de alfabetização dos indígenas. Contudo os jesuítas foram expulsos da Colônia portuguesa por dois motivos, um deles era que o Estado Moderno quanto ao aspecto econômico considerava a manutenção dos jesuítas um tanto dispendiosa. O Outro motivo era que a Corrente iluminista propagada na Europa, pregava a idéia de que o homem fosse educado para o comercio e burguesia, o contrário das intenções educacionais dos jesuítas,  de que o homem deveria ser cristão.


Por William Passos

BIBLIOGRAFIA

           Neto. Alexandre Shigunov. O ensino jesuítico no período colonial
           brasileiro: algumas discussões. Curitiba.Educar 2008  p. 169-189.

           Maciel. Lizete Shizue Bomura. O ensino jesuítico no período colonial
           brasileiro: algumas discussões. Curitiba.Educar 2008  p. 169-189.

           Portugal. Antonio Novoa. Oeiras 15 de Agosto 1999.  

CONSCIÊNCIA AMBIENTAL EM TATUÍ - SP


CONSCIÊNCIA AMBIENTAL EM TATUÍ - SP

A mudança que ocorre no lugar é preocupante com relação à qualidade do ar. A economia da cidade em grande parte esta voltada para o seguimento de cerâmicas, e nesse ramo Tatuí é o segundo maior pólo do país. Estas empresas durante o seu funcionamento emitem poluentes ao processarem a queima de tijolos e telhas. A queima de canaviais também é outro tipo de atividade econômica que acarreta problemas respiratórios a população. Por meio dessas atividades o ar fica muito comprometido. A compainha ambiental do estado de São Paulo iniciou a instalação de uma estação automática de Monitoramento da qualidade do ar em Tatuí, vale lembrar que essa medida foi possível devido aos requisitos exigidos para o licenciamento ambiental para o funcionamento de uma multinacional. Através desse equipamento a cidade passou a oferecer boletins horários sobre os índices da qualidade do ar no município e em áreas próximas. Segundo a posição da secretaria ambiental do município ‘a aferição servirá para a prevenção da degradação da qualidade do ar e, assim, evitar efeitos adversos sobre o bem estar da população’. A medida é burocrática, até certo ponto administrativa, mas pouco prática para a saúde da população. Não há por parte dos habitantes alguma medida expressiva (em massa) que faça frente à posição dos grandes empresários de cerâmica ou dos donos de grandes canaviais, uma vez que esse contingente faz parte da mão de obra vigente no local. Quando autoridades políticas firmam os seus interesses independente do que possa ocorrer a uma população, vemos que muitas vezes essas autoridades recorreram à dependência da opinião científica para mudar a consciência ambiental. O que dizer da ciência que prioriza o desenvolvimento tecnológico a despeito da preservação ambiental? Não quero dizer com isso que todos os políticos não prestam e que toda a ciência está corrompida, porém, negar que há uma parcela significativa de políticos e cientistas que priorizam a meta do lucro em detrimento da natureza, seria um equívoco. É evidente que o poder está nas mãos de quem concentra renda e detém o conhecimento. A situação é tão agravante que requer mudanças profundas na sociedade quanto ao uso do poder e gestão. Apesar do descaso de alguns desses, cada indivíduo em particular deve se conscientizar que faz parte da natureza e depende dela. Por outro lado, estudos que optam pela defesa dos sistemas biológicos não acompanham a rapidez tecnológica e nem a querem satisfazer; já estudos que priorizam os sistemas sociais sempre pregam a conciliação entre natureza e tecnologia, progresso ou desenvolvimento. Como criar caminhos para a produção de bens e não alterar a natureza? Acordos e tratados internacionais apontam para a conscientização ambiental através da educação como um meio eficaz para impulsionar as mudanças necessárias. Há posições contundentes que afirmam que os ambientalistas só devem cuidar de áreas da natureza ‘ não tocada’ e assuntos relacionados à poluição; saneamento básico, por exemplo, quem, então ficaria responsável? Essa é a grande pergunta: se as autoridades políticas e científicas responsáveis não tomam providências, qual será a posição do povo? Esperar e ver em que estágio a situação chegará? À parte qualquer iniciativa reacionária agressiva; o objetivo é instigar e alimentar a consciência construtiva. Como população, participemos de fóruns de discussão; votemos em quem, além de outros atributos, tem uma visão ambientalista; especificamente no tocante a questão do ar, que venhamos a dar o nosso exemplo não fazendo queimada de pneus ou lixos que ao serem incinerados ao ar livre comprometem a qualidade do mesmo e por conseqüência danificam a nossa própria saúde. Quem seja lá por quais escolhas e posições, não toma as decisões pertinentes, não deve servir de justificativa para a escolha e posição daqueles que querem ter consciência e preservar o ambiente na esfera de influência e espaço que vivem.

William  Passos