IDENTIDADE SURDA
Um professor ou familiar
ouvinte terá maior capacidade de comunicação interpessoal com um surdo se
aprender a língua de sinais. Quanto ao método da Comunicação Total embora possa
evocar maior abertura, ou liberdade na forma de se expressar e comunicar, do
surdo para com o ouvinte, não exerce sobre este o comprometimento que se exige
do surdo em aprender uma linguagem (como o oralismo) para se comunicar.Já no
método bilíngüe vemos a busca da interação sendo encorajada e motivada quanto
ao aprendizado da língua de sinais por parte de um ouvinte familiar ou
professor a fim de exercer na prática aquilo que é de sua responsabilidade - a inclusão
social.
Partindo desse princípio é
necessário que primeiramente a criança deva ter contato com a língua de
sinais.No texto ABORDAGENS DE ENSINO NA EDUCAÇÃO DA PESSOA COM SURDEZ de
Rosimar Bortolini Poke, vemos que dentro da filosofia Bilingue há o ponto de
vista de que ‘a criança com surdez deve adquirir a língua de sinais e a
modalidade oral da língua o mais precocemente possível, separadamente’. Por
meio do pressuposto que se tirarmos a lingua de sinais do aprendizado da
criança como ordena de modo incisivo o método do oralismo, ocorre o problema de
se anular aquilo que é mais favorável ou natural ao aprendizado do surdo ( que
é o gestualizar em vez de oralizar); pesquisas comprovam que crianças expostas
em primeira instância ao método Bilíngue que prioriza a linguagem de sinais sem
eliminar de vez a modalidade oral adquirem aprendizado mais rápido de uma comunicação que lhe é peculiar; há uma
concordância desse posicionamento no site http://www.avozdosurdo.com.br/OUVINTESORALISMO.htm,
quando em nota diz que ‘ de cada 10 surdos oralizados, um consegue a inclusão e
de cada 10 surdos que aprendem linguagem de sinais, 10 encontram sua identidade
surda’. Uma vez que se observa o posicionamento coerente de uma das vertentes
dessa filosofia Bilíngue , teremos uma versatilidade e expansão intelectual da
criança para exercer comunicação com o meio – ouvinte da sociedade em que vive;
sem perder o foco naquilo que lhe é mais viável por natureza que é a
comunicação entre surdos por meio da linguagem de sinais. Ainda que a
metodologia bilíngüe, aqui apresentada, seja a mais adequada para a comunicação
do surdo em sua comunidade e a inserção
do mesmo na comunidade de ouvintes, não exime contudo, o grau de complexidade
existente, e requer esforço e
envolvimento e das partes envolvidas: surdo, família e professor a fim de que
se alcance o êxito almejado.
A VOZ DO SURDO- Ouvintes,
Oralismo-http://www.avozdosurdo.com.br/OUVINTESORALISMO.htm - 30-08-2012 às
22hs.
William Passos
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