quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

IDENTIDADE SURDA


IDENTIDADE SURDA

Um professor ou familiar ouvinte terá maior capacidade de comunicação interpessoal com um surdo se aprender a língua de sinais. Quanto ao método da Comunicação Total embora possa evocar maior abertura, ou liberdade na forma de se expressar e comunicar, do surdo para com o ouvinte, não exerce sobre este o comprometimento que se exige do surdo em aprender uma linguagem (como o oralismo) para se comunicar.Já no método bilíngüe vemos a busca da interação sendo encorajada e motivada quanto ao aprendizado da língua de sinais por parte de um ouvinte familiar ou professor a fim de exercer na prática aquilo que é de sua responsabilidade - a inclusão social.
Partindo desse princípio é necessário que primeiramente a criança deva ter contato com a língua de sinais.No texto ABORDAGENS DE ENSINO NA EDUCAÇÃO DA PESSOA COM SURDEZ de Rosimar Bortolini Poke, vemos que dentro da filosofia Bilingue há o ponto de vista de que ‘a criança com surdez deve adquirir a língua de sinais e a modalidade oral da língua o mais precocemente possível, separadamente’. Por meio do pressuposto que se tirarmos a lingua de sinais do aprendizado da criança como ordena de modo incisivo o método do oralismo, ocorre o problema de se anular aquilo que é mais favorável ou natural ao aprendizado do surdo ( que é o gestualizar em vez de oralizar); pesquisas comprovam que crianças expostas em primeira instância ao método Bilíngue que prioriza a linguagem de sinais sem eliminar de vez a modalidade oral adquirem aprendizado mais rápido de uma  comunicação que lhe é peculiar; há uma concordância desse posicionamento no site http://www.avozdosurdo.com.br/OUVINTESORALISMO.htm, quando em nota diz que ‘ de cada 10 surdos oralizados, um consegue a inclusão e de cada 10 surdos que aprendem linguagem de sinais, 10 encontram sua identidade surda’. Uma vez que se observa o posicionamento coerente de uma das vertentes dessa filosofia Bilíngue , teremos uma versatilidade e expansão intelectual da criança para exercer comunicação com o meio – ouvinte da sociedade em que vive; sem perder o foco naquilo que lhe é mais viável por natureza que é a comunicação entre surdos por meio da linguagem de sinais. Ainda que a metodologia bilíngüe, aqui apresentada, seja a mais adequada para a comunicação do surdo  em sua comunidade e a inserção do mesmo na comunidade de ouvintes, não exime contudo, o grau de complexidade existente, e requer  esforço e envolvimento e das partes envolvidas: surdo, família e professor a fim de que se alcance o êxito almejado.

A VOZ DO SURDO- Ouvintes, Oralismo-http://www.avozdosurdo.com.br/OUVINTESORALISMO.htm - 30-08-2012 às 22hs.


William Passos

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