quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

CONSCIÊNCIA AMBIENTAL EM TATUÍ - SP


CONSCIÊNCIA AMBIENTAL EM TATUÍ - SP

A mudança que ocorre no lugar é preocupante com relação à qualidade do ar. A economia da cidade em grande parte esta voltada para o seguimento de cerâmicas, e nesse ramo Tatuí é o segundo maior pólo do país. Estas empresas durante o seu funcionamento emitem poluentes ao processarem a queima de tijolos e telhas. A queima de canaviais também é outro tipo de atividade econômica que acarreta problemas respiratórios a população. Por meio dessas atividades o ar fica muito comprometido. A compainha ambiental do estado de São Paulo iniciou a instalação de uma estação automática de Monitoramento da qualidade do ar em Tatuí, vale lembrar que essa medida foi possível devido aos requisitos exigidos para o licenciamento ambiental para o funcionamento de uma multinacional. Através desse equipamento a cidade passou a oferecer boletins horários sobre os índices da qualidade do ar no município e em áreas próximas. Segundo a posição da secretaria ambiental do município ‘a aferição servirá para a prevenção da degradação da qualidade do ar e, assim, evitar efeitos adversos sobre o bem estar da população’. A medida é burocrática, até certo ponto administrativa, mas pouco prática para a saúde da população. Não há por parte dos habitantes alguma medida expressiva (em massa) que faça frente à posição dos grandes empresários de cerâmica ou dos donos de grandes canaviais, uma vez que esse contingente faz parte da mão de obra vigente no local. Quando autoridades políticas firmam os seus interesses independente do que possa ocorrer a uma população, vemos que muitas vezes essas autoridades recorreram à dependência da opinião científica para mudar a consciência ambiental. O que dizer da ciência que prioriza o desenvolvimento tecnológico a despeito da preservação ambiental? Não quero dizer com isso que todos os políticos não prestam e que toda a ciência está corrompida, porém, negar que há uma parcela significativa de políticos e cientistas que priorizam a meta do lucro em detrimento da natureza, seria um equívoco. É evidente que o poder está nas mãos de quem concentra renda e detém o conhecimento. A situação é tão agravante que requer mudanças profundas na sociedade quanto ao uso do poder e gestão. Apesar do descaso de alguns desses, cada indivíduo em particular deve se conscientizar que faz parte da natureza e depende dela. Por outro lado, estudos que optam pela defesa dos sistemas biológicos não acompanham a rapidez tecnológica e nem a querem satisfazer; já estudos que priorizam os sistemas sociais sempre pregam a conciliação entre natureza e tecnologia, progresso ou desenvolvimento. Como criar caminhos para a produção de bens e não alterar a natureza? Acordos e tratados internacionais apontam para a conscientização ambiental através da educação como um meio eficaz para impulsionar as mudanças necessárias. Há posições contundentes que afirmam que os ambientalistas só devem cuidar de áreas da natureza ‘ não tocada’ e assuntos relacionados à poluição; saneamento básico, por exemplo, quem, então ficaria responsável? Essa é a grande pergunta: se as autoridades políticas e científicas responsáveis não tomam providências, qual será a posição do povo? Esperar e ver em que estágio a situação chegará? À parte qualquer iniciativa reacionária agressiva; o objetivo é instigar e alimentar a consciência construtiva. Como população, participemos de fóruns de discussão; votemos em quem, além de outros atributos, tem uma visão ambientalista; especificamente no tocante a questão do ar, que venhamos a dar o nosso exemplo não fazendo queimada de pneus ou lixos que ao serem incinerados ao ar livre comprometem a qualidade do mesmo e por conseqüência danificam a nossa própria saúde. Quem seja lá por quais escolhas e posições, não toma as decisões pertinentes, não deve servir de justificativa para a escolha e posição daqueles que querem ter consciência e preservar o ambiente na esfera de influência e espaço que vivem.

William  Passos

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