CONSCIÊNCIA AMBIENTAL EM TATUÍ - SP
A mudança que ocorre no lugar é preocupante
com relação à qualidade do ar. A economia da cidade em grande parte esta
voltada para o seguimento de cerâmicas, e nesse ramo Tatuí é o segundo maior
pólo do país. Estas empresas durante o seu funcionamento emitem poluentes ao
processarem a queima de tijolos e telhas. A queima de canaviais também é outro
tipo de atividade econômica que acarreta problemas respiratórios a população.
Por meio dessas atividades o ar fica muito comprometido. A compainha ambiental
do estado de São Paulo iniciou a instalação de uma estação automática de
Monitoramento da qualidade do ar em Tatuí, vale lembrar que essa medida foi
possível devido aos requisitos exigidos para o licenciamento ambiental para o
funcionamento de uma multinacional. Através desse equipamento a cidade passou a
oferecer boletins horários sobre
os índices da qualidade do ar no município e em áreas próximas. Segundo a
posição da secretaria ambiental do município ‘a aferição servirá para a
prevenção da degradação da qualidade do ar e, assim, evitar efeitos adversos
sobre o bem estar da população’. A medida é burocrática, até certo ponto
administrativa, mas pouco prática para a saúde da população. Não há por parte
dos habitantes alguma medida expressiva (em massa) que faça frente à posição
dos grandes empresários de cerâmica ou dos donos de grandes canaviais, uma vez
que esse contingente faz parte da mão de obra vigente no local. Quando autoridades políticas firmam os
seus interesses independente do que possa ocorrer a uma população, vemos que
muitas vezes essas autoridades recorreram à dependência da opinião
científica para mudar a consciência ambiental. O que dizer da ciência que
prioriza o desenvolvimento tecnológico a despeito da preservação ambiental? Não
quero dizer com isso que todos os políticos não prestam e que toda a ciência
está corrompida, porém, negar que há uma parcela significativa de políticos e
cientistas que priorizam a meta do lucro em detrimento da natureza, seria um
equívoco. É evidente que o poder está nas mãos de quem concentra renda e detém o
conhecimento. A situação é tão agravante que requer mudanças profundas na
sociedade quanto ao uso do poder e gestão. Apesar do descaso de alguns desses,
cada indivíduo em particular deve se conscientizar que faz parte da natureza e
depende dela. Por outro lado, estudos que optam pela defesa dos sistemas
biológicos não acompanham a rapidez tecnológica e nem a querem satisfazer; já
estudos que priorizam os sistemas sociais sempre pregam a conciliação entre
natureza e tecnologia, progresso ou desenvolvimento. Como criar caminhos para a
produção de bens e não alterar a natureza? Acordos e tratados internacionais
apontam para a conscientização ambiental através da educação como um meio
eficaz para impulsionar as mudanças necessárias. Há posições contundentes que
afirmam que os ambientalistas só devem cuidar de áreas da natureza ‘ não
tocada’ e assuntos relacionados à poluição; saneamento básico, por exemplo,
quem, então ficaria responsável? Essa é a grande pergunta: se as autoridades
políticas e científicas responsáveis não tomam providências, qual será a
posição do povo? Esperar e ver em que estágio a situação chegará? À parte
qualquer iniciativa reacionária agressiva; o objetivo é instigar e alimentar a
consciência construtiva. Como população, participemos de fóruns de discussão;
votemos em quem, além de outros atributos, tem uma visão ambientalista;
especificamente no tocante a questão do ar, que venhamos a dar o nosso exemplo
não fazendo queimada de pneus ou lixos que ao serem incinerados ao ar livre
comprometem a qualidade do mesmo e por conseqüência danificam a nossa própria
saúde. Quem seja lá por quais escolhas e posições, não toma as decisões
pertinentes, não deve servir de justificativa para a escolha e posição daqueles
que querem ter consciência e preservar o ambiente na esfera de influência e
espaço que vivem.
William
Passos
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