Educar e Trabalhar
Inicialmente
a ordem religiosa dos jesuítas fundada pelo Padre Inácio de Loiola, por volta
do ano de 1540, estava voltada para a população indígena e tinha
características eclesiásticas como, por exemplo, catequizar, pregar e realizar confissões.
Atendendo aos interesses de Portugal, classifica-se como a segunda fase dos
trabalhos dos jesuítas a proposta de educar os nativos no aspecto social, a fim
de os prepararem como mão de obra apta a execução de trabalhos e fortalecerem
Portugal diante do mercado econômico europeu. A estrutura organizacional e
intelectual apresentada pelos jesuítas lhes propiciaram destaque entre as
classes privilegiadas; o método educacional atendeu as exigências da classe
burguesa, cujos filhos permaneceram na Colônia em vez de seguirem para a
Metrópole; outro fator favorável foi o sucesso em empreendimentos como a
criação das primeiras escolas de instrução elementar e colégios no sudeste e
nordeste brasileiros. No que
diz respeito ao Ratio Studiorum, pode se dizer que esse foi um manual com
orientações e diretrizes quanto à metodologia do ensino a serem seguidas pelos
padres jesuítas, seja na Colônia ou Metrópole. Vale lembrar que um dos trabalhos de
maior expressão foi o de alfabetização dos indígenas. Contudo os jesuítas foram expulsos da Colônia portuguesa
por dois motivos, um deles era que o Estado Moderno quanto ao aspecto econômico
considerava a manutenção dos jesuítas um tanto dispendiosa. O Outro motivo era
que a Corrente iluminista propagada na Europa, pregava a idéia de que o homem
fosse educado para o comercio e burguesia, o contrário das intenções
educacionais dos jesuítas, de que o
homem deveria ser cristão.
Por William Passos
BIBLIOGRAFIA
Neto. Alexandre Shigunov. O ensino jesuítico no período colonial
brasileiro: algumas discussões.
Curitiba.Educar 2008 p. 169-189.
Maciel. Lizete Shizue Bomura. O ensino jesuítico no período colonial
brasileiro: algumas discussões.
Curitiba.Educar 2008 p. 169-189.
Portugal. Antonio Novoa.
Oeiras 15 de Agosto 1999.
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