quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

EDUCAR E TRABALHAR


Educar e Trabalhar

Inicialmente a ordem religiosa dos jesuítas fundada pelo Padre Inácio de Loiola, por volta do ano de 1540, estava voltada para a população indígena e tinha características eclesiásticas como, por exemplo, catequizar, pregar e realizar confissões. Atendendo aos interesses de Portugal, classifica-se como a segunda fase dos trabalhos dos jesuítas a proposta de educar os nativos no aspecto social, a fim de os prepararem como mão de obra apta a execução de trabalhos e fortalecerem Portugal diante do mercado econômico europeu. A estrutura organizacional e intelectual apresentada pelos jesuítas lhes propiciaram destaque entre as classes privilegiadas; o método educacional atendeu as exigências da classe burguesa, cujos filhos permaneceram na Colônia em vez de seguirem para a Metrópole; outro fator favorável foi o sucesso em empreendimentos como a criação das primeiras escolas de instrução elementar e colégios no sudeste e nordeste brasileiros. No que diz respeito ao Ratio Studiorum, pode se dizer que esse foi um manual com orientações e diretrizes quanto à metodologia do ensino a serem seguidas pelos padres jesuítas, seja na Colônia ou Metrópole. Vale lembrar que um dos trabalhos de maior expressão foi o de alfabetização dos indígenas. Contudo os jesuítas foram expulsos da Colônia portuguesa por dois motivos, um deles era que o Estado Moderno quanto ao aspecto econômico considerava a manutenção dos jesuítas um tanto dispendiosa. O Outro motivo era que a Corrente iluminista propagada na Europa, pregava a idéia de que o homem fosse educado para o comercio e burguesia, o contrário das intenções educacionais dos jesuítas,  de que o homem deveria ser cristão.


Por William Passos

BIBLIOGRAFIA

           Neto. Alexandre Shigunov. O ensino jesuítico no período colonial
           brasileiro: algumas discussões. Curitiba.Educar 2008  p. 169-189.

           Maciel. Lizete Shizue Bomura. O ensino jesuítico no período colonial
           brasileiro: algumas discussões. Curitiba.Educar 2008  p. 169-189.

           Portugal. Antonio Novoa. Oeiras 15 de Agosto 1999.  

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